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Três senhoras e 4 conselhos!

Tempo de leitura: 4 minutos.

Hoje foi um dia ensolarado, brisa boa, coloquei meu vestido, calcei meus chinelos de dedo e sai para mais uma missão no centro da cidade.

Eu estava caminhando pelas ruas, com minha mochila cheia de coisas (pra variar kkk) e duas sacolas nas mãos, eu havia recém saído do supermercado. Foi quando avistei três senhoras conversando na calçada.

Quem me conhece sabe que uma das filosofias da minha vida é de que todo instante é uma chance de se aprender algo, então lá fui eu. Eu parei em frente a elas, pedi licença e na sequência perguntei se elas poderiam me ajudar com um conselho.

De primeiro momento elas frisaram as sobrancelhas e se olharam sem entender nada. Eu logo repeti a frase: “Eu preciso de um conselho!”. Não abri detalhes sobre o que se tratava, apenas as fiz entender que naquele momento precisava de um conselho e eu estava disposta a ouvir atentamente o que elas tinham a me dizer.

Então uma delas soltou repentinamente a seguinte frase: Seja feliz!
Eu olhei para a senhora ao lado e perguntei: e a senhora?
Então ela soltou o que aparentemente era a coisa mais obvia que estava pairando em sua cabeça: Tenha paz no coração!
E ao olhar para a terceira senhora, ela me disse: Saúde, cuide da saúde!

Quarto conselho

Eram senhoras que certamente estão na fase em que olham para trás, olham para tudo o que se foi vivido e resumem o que de fato importa no final de tudo. Sabe, quando a maturidade chega e com ela se faz presente uma peneira? E aí você começa a peneirar o que te faz bem e o que já não se faz mais sentido doer, então é chegada a hora de fazer uma escolha sobre o que decidirá manter nos dias que ainda restam a serem vividos desta jornada.

Eu agradeci, desejei boa tarde e sai caminhando com minha mochila e minhas sacolas. Ao me distanciar alguns passos, eu ouço que uma delas me chama e complementa com mais uma frase: Trabalho bom, tenha um bom trabalho!

Esse encontro levou menos de 30 segundos, e respondeu resumidamente o sentido de estar vivo. Um direcionamento que serve também para você que está lendo.

A conta da nossa comanda.

E essas quatro coisas são as que restam quando encerrarem a conta da nossa comanda!

Nós somos frutos de uma geração de muitos estímulos, e por vezes esquecemos do que realmente importa no final de tudo. Sabe aquilo que te preenche MESMO?
Não ouvi essas senhoras me dizerem assim: “Compre um super carro!”, “Tenha uma super casa”, “Não esqueça de comprar roupas das melhores marcas…”

Veja bem, não estou abominando quem escolhe isso, estou apenas trazendo um ponto de reflexão TUDO O QUE VOCÊ TEM, no final, é fruto de um trabalho que te faz sentir realizado no final do dia?

De um trabalho que te preenche?
De um trabalho que você se sente reconhecido?
De um trabalho que você se sente ouvido?
De um trabalho que você se sente considerado?
De um trabalho que você sente que é seu propósito?
De um trabalho que você sente estar plantando sementes que irá impactar em algo positivo para as próximas gerações?
De um trabalho que faz sentido para você investir seu tempo neste momento?
De um trabalho que tem como prioridade transformar a vida das pessoas para melhor, sem visar somente o lucro?

É um trabalho que faz você se sentir mais alegre do que estressado?
É um trabalho que suga toda tua energia e desequilibra tua saúde? Ou ele te alimenta e te nutre?
É um trabalho que ao deitar sua cabeça no travesseiro, sente teu peito mais leve do que pesado?

Perceba.

Essas quatro chaves que a sabedoria nos trouxe hoje, fala muito mais do que uma simples conversa com três senhoras na calçada.

Fala sobre VOCÊ ESTAR VIVENDO UMA VIDA QUE FAZ SENTIDO PARA VOCÊ AGORA.
Você está? Responda isso para você!

Você se engana se achar que essas três senhoras estão mais perto da morte do que você!
Na moeda da existência, a morte está do outro lado da vida, você não tem como saber quando irá acontecer. E se for amanhã?

Você teve um dia alegre, mais leve do que pesado, se alimentou bem e esteve trabalhando em algo que te fez sentir com sensação de dever cumprido? Faça essa pergunta todos os dias, durante uma semana…quinze dias…um mês… Perceba!

Não precisamos viver na síndrome de Gabriela “Eu nasci assim, eu cresci assim, eu sou mesmo assim, vou ser sempre assim…”

É chegada a hora de trocar nossos padrões de crenças se quisermos continuar expandindo o nosso conhecimento e nos tornarmos cada vez mais a pessoa que precisamos, queremos e podemos ser, esse é o propósito de cada um aqui.

Não é possível que você nasceu para ser IGUAL até desaparecer da vida?

Como pode melhorar?

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